O que mudou nos últimos anos
O custo dos painéis fotovoltaicos caiu mais de 80% na última década. O Brasil é um dos países com maior índice de irradiação solar do mundo, e a regulamentação para geração distribuída em condomínios avançou significativamente com a Lei 14.300/2022, conhecida como Marco Legal da Microgeração Distribuída.
Em 2026, a instalação de energia solar em condomínios é uma realidade financeiramente viável para um número muito maior de empreendimentos do que era há cinco anos. Mas viável não significa sempre vantajosa. Depende de cada situação.
Como funciona em um condomínio
Em condomínios, os painéis são instalados em coberturas e produzem energia que pode ser utilizada nas áreas comuns: iluminação, bombas, elevadores, portão, climatização de hall e outras cargas coletivas.
A energia produzida reduz o consumo da conta de luz das áreas comuns. O excedente é injetado na rede da concessionária e gera créditos que podem ser utilizados em meses de menor geração.
Sistemas mais sofisticados permitem rateio da energia gerada entre as unidades, mas isso exige adequação da instalação elétrica interna e aprovação específica em assembleia.
Qual é a economia real
A economia varia conforme o tamanho do sistema, o consumo das áreas comuns, a incidência solar local e as tarifas da concessionária.
Em geral, sistemas bem dimensionados para condomínios de médio porte conseguem cobrir entre 50% e 90% do consumo das áreas comuns. Em condomínios com grande demanda de energia em áreas comuns, como os com piscina aquecida, academia e iluminação intensiva, o retorno financeiro tende a ser mais rápido.
O prazo de retorno do investimento (payback) varia de 4 a 8 anos na maioria dos casos. Considerando que os equipamentos têm vida útil de 25 a 30 anos com mínima manutenção, a relação entre investimento e benefício ao longo do tempo costuma ser favorável.
Antes de aprovar qualquer instalação, solicite um estudo de viabilidade elaborado por empresa especializada com base no consumo real do condomínio. Projeções genéricas podem não refletir a realidade do seu empreendimento.
Como aprovar em assembleia
A instalação de energia solar em áreas comuns é classificada como obra útil pelo Código Civil e precisa de aprovação pela maioria dos condôminos presentes em assembleia.
Para uma aprovação bem fundamentada, a pauta deve incluir: apresentação do estudo de viabilidade com dados de consumo atual e projeção de economia, três orçamentos comparativos de instalação, proposta de financiamento ou uso do fundo de reserva e cronograma de execução com impacto estimado nas áreas durante a instalação.
Assembleias com informações técnicas bem apresentadas costumam ter aprovação mais tranquila. A resistência costuma surgir quando os dados são imprecisos ou quando os moradores sentem que a decisão está sendo apressada.
Pontos de atenção antes de decidir
- O condomínio precisa verificar se a cobertura tem capacidade estrutural para receber os painéis
- Prédios em áreas com sombreamento por outros edifícios podem ter produção muito abaixo do esperado
- A concessionária local pode ter regras específicas para conexão de sistemas fotovoltaicos
- A empresa instaladora precisa ser registrada no CREA e entregar a documentação completa da instalação
- O projeto elétrico precisa ser aprovado pela concessionária antes da instalação
Com esses pontos verificados e uma decisão tomada com base em dados concretos, a energia solar em condomínios tem um bom histórico de resultados. Sem esse cuidado, os problemas surgem depois da instalação.
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